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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

No subúrbio da modernidade - Di Cavalcanti 120 anos

Nessa época de hipocrisia exacerbada onde exposições são fechadas por ouvir dizer e a patrulha do politicamente correto tenta impor suas verdades como dogma supremo, e aí de quando alguém ouse discordar, é taxado de reacionário, retrógrado e intolerante. Isso sim é que é um ato de preconceito, de intolerância, não deixar existir a diversidade de opiniões, gostos e preferências.

Mas, voltando ao assunto deste comentário, estão em cartaz atualmente em São Paulo três grandes e magníficas mostras que tratam de bordéis, cabarés e zonas de meretrício. Com a tristeza, o desconsolo e o cansaço como nas obras de Toulouse-Lautrec ou com a beleza dos corpos, o sorriso no rosto e na alegria das reuniões nos lupanares como Pedro Corrêa de Araújo nos retrata.

Junte tudo isso e mais todo o espectro de visão e observação de um artista que trafegou por vários suportes, técnicas e estilos para que nos sintamos embevecidos e agradecidos de conhecer tanta beleza.

Senti falta de menções a Marina Montini, sua última modelo e grande musa inspiradora, que imortalizou em obras que durante sete anos a retratou.

Um grande passeio à Pinacoteca, que de tão importante prescinde do sobrenome "do Estado de São Paulo".



Mulata assanha - Elza Soares & Wilson das Neves







Pinacoteca de São Paulo apresenta retrospectiva de Di Cavalcanti

“No subúrbio da modernidade - Di Cavalcanti 120 anos” reunirá mais de 200 obras pertencentes a importantes coleções brasileiras e internacionais


Abertura: 2 de setembro de 2017, sábado, às 11h | Em cartaz até 22 de janeiro de 2018

Um dos mais importantes artistas do modernismo brasileiro, Emiliano Di Cavalcanti será tema de mostra retrospectiva na Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. “No subúrbio da modernidade - Di Cavalcanti 120 anos”, a maior exposição de Di Cavalcanti já realizada desde a morte do artista, em 1976, entra em cartaz a partir de 2 de setembro de 2017, mês em que se comemora 120 anos do nascimento do artista. Entre pinturas, desenhos e ilustrações, serão exibidas mais de 200 obras, realizadas ao longo de quase seis décadas de carreira e que hoje pertencem a algumas das mais importantes coleções públicas e particulares do Brasil e de outros países da América Latina, como Uruguai e Argentina.

Obras icônicas e outras pouco vistas estarão distribuídas em sete salas do primeiro andar da Pina Luz, sob a curadoria de José Augusto Ribeiro. Segundo o pesquisador, a exposição pretende investigar como o artista desenvolve e tenta fixar uma ideia de “arte moderna e brasileira”, além de chamar a atenção para a condição e o sentimento de atraso do Brasil em relação à modernidade europeia no começo do século XX. “Ao mesmo tempo, o título se refere aos lugares que o artista costumava figurar nas suas pinturas e desenhos: os bordeis, os bares, a zona portuária, o mangue, os morros cariocas, as rodas de samba e as festas populares - lugares e situações que, na obra do Di, são representados como espaços de prazer e descanso”, explica Ribeiro.

Além da atuação pública de Di Cavalcanti como pintor, a mostra destacará também aspectos menos conhecidos de sua trajetória, como as ilustrações e charges para revistas, livros e até mesmo capas de discos. Também será abordada sua condição de mobilizador cultural e correligionário do Partido Comunista do Brasil (PCB). “Esse engajamento reforça o desejo de transformar o movimento moderno em uma espécie de projeto nacional”, completa Ribeiro.

A Pinacoteca prepara um catálogo que reunirá três ensaios inéditos escritos pelos autores José Augusto Ribeiro, curador da mostra, Rafael Cardoso, historiador da arte e do design e Ana Belluzzo, professora e crítica de arte. O livro trará ainda reproduções das obras apresentadas, uma ampla cronologia ilustrada e um compilado de textos já publicados sobre a trajetória do artista. A exposição tem patrocínio de Banco Bradesco, Sabesp, Ultra, Escritório Mattos Filho e Alexandre Birman.

“No subúrbio da modernidade - Di Cavalcanti 120 anos” permanece em cartaz até 22 de janeiro de 2018, no primeiro andar da Pina Luz – Praça da Luz, 02. A visitação é aberta de quarta a segunda-feira, das 10h00 às 17h30 – com permanência até às 18h00 – os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Crianças com menos de 10 anos e adultos com mais de 60 não pagam. Aos sábados, a entrada é gratuita para todos os visitantes. A Pina Luz fica próxima à estação Luz da CPTM. 




quinta-feira, 31 de agosto de 2017

PEDRO CORREIA DE ARAÚJO: ERÓTICA

Essa é mais uma grata surpresa nesta temporada de exposições em São Paulo, uma magnífica mostra de um artista que também me era desconhecido e me encantou com suas pinturas e desenhos.

Não se deixe enganar com o título, Erótica, pois com duas ou três exceções, devidamente protegidas por um pano preto, só olha quem tiver curiosidade, o erotismo apresentado é de uma delicadeza ímpar de muito bom gosto.

Espero que tenhamos muito mais iniciativas como essa que nos apresentam grandes artistas que não tem a fama que merecem mas a qualidade de seus trabalhos ombreiam com as dos grandes mestres.

Um ótimo passeio que se completa com a visita à exposição de Toulouse-Lautrec.


Da cor do pecado - Elis Regina


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do MASP













PEDRO CORREIA DE ARAÚJO: ERÓTICA
Abertura: 24 de agosto, 20h
25 de agosto a 18 de novembro de 2017
2º Subsolo

  • Após quase quatro décadas, o MASP apresenta a segunda individual de Pedro Correia de Araújo, que reúne 66 obras do artista pernambucano.

  • A exposição integra o eixo de exposições em torno da temática de Histórias da sexualidade ao longo de 2017, no Museu.

A partir do dia 24 de agosto, o MASP apresenta Pedro Correia de Araújo: erótica, monográfica que reúne 66 obras do artista pernambucano Pedro Correia de Araújo (Paris, 1881– Rio de Janeiro, 1955), divididas em quatro grandes núcleos representativos de sua produção: nus, danças, retratos e a chamada série Erótica. A exposição assume como mote a sensualidade latente que atravessa suas obras da fase brasileira (1929-1955), ressaltando, porém, a presença do erotismo não apenas nos nus ou na série de desenhos sexualmente mais explícitos, mas também, e especialmente, nas representações de danças brasileiras, como o jongo, e retratos femininos de caboclas, índias, e negras. Pedro Correia de Araújo: erótica tem curadoria de Fernando Oliva, curador do MASP.
Como se evidencia nas obras selecionadas para a mostra, em Correia de Araújo, apesar de sua formação acadêmica, fortemente influenciada pela Escola de Paris, o erotismo não se oculta sob a categoria do “estético” ou “artístico”. Ele é convidado a ocupar o espaço entre uma matriz geométrica, que estrutura a representação, e a camada mais aparente da tela, sua superfície. Isso se observa em trabalhos como Pureza (1938), em que o corpo da mulher se constrói em volumes circulares, quadrados, triangulares ou hexagonais, deixados intencionalmente “à mostra” pelo artista.

Suas figuras se oferecem ao olhar do espectador. Porém não de maneira fácil ou displicente, pois são carregadas de um desejo calculado, revelando seres às vezes frios e distantes, não sem certa melancolia. Apesar de ter pintado muitos nus e prostitutas, o artista nunca foi seduzido pela possibilidade do voyeurismo banal. Suas mulheres são representações de força e segurança, assumindo muitas vezes dimensões monumentais, como é o caso de Zélia (1948).

Segundo o curador da mostra, Fernando Oliva, “o erotismo de Pedro Correia de Araújo é racional, ‘matemático’. Não se resume a uma mera tentativa de expressão pessoal, algo que o artista desprezava, mas integra um plano, um programa, consciente das leis da geometria, mas sem se submeter totalmente a elas – o que talvez tenha sido o motivo para que não fosse aceito pelos acadêmicos mais ortodoxos no Brasil. Em seus textos e entrevistas, ele costumava reproduzir o conhecido lema de Georges Braque: Amo a regra: ela refreia a emoção”.  

Parte essencial deste projeto é o lançamento de um extenso catálogo, com reproduções de todas as obras em exibição, documentos raros e fotografias de época, além de ensaios inéditos do curador e de críticos especialmente convidados a produzir novas reflexões sobre um artista até então marginalizado pela história da arte oficial. Esse livro, com organização editorial de Adriano Pedrosa e Fernando Oliva, traz textos de Stella Teixeira de Barros, Jacques Leenhardt, Fábio D’Almeida e Fernando Oliva.

O projeto de pesquisa conduzido pelo MASP é um passo inicial na fundamental revisão da obra de Correia de Araújo, a fim de que outras instituições, curadores e pesquisadores possam dar continuidade ao necessário resgate de sua produção, tanto pictórica quanto ensaística.

A expografia é da METRO Arquitetos Associados.


SERVIÇO
PEDRO CORREIA DE ARAÚJO: ERÓTICA
Abertura: 24 de agosto, 20h
Data: 25 de agosto a 18 de novembro de 2017
Local: 2º subsolo
Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Ingressos: R$30,00 (entrada); R$15,00 (meia-entrada)
O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo.
AMIGO MASP tem acesso ilimitado e sem filas todos os dias em que o museu está aberto.
O ingresso dá direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia da visita.
Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam R$15,00 (meia-entrada).
Menores de 10 anos de idade não pagam ingresso.
O MASP aceita todos os cartões de crédito.

Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.
CAR PARK (Alameda Casa Branca, 41)
Segunda a sexta-feira, 6h-23h: R$ 14,00
Sábado, domingo e feriado, 8h-20h: R$ 13,00
PROGRESS PARK (Avenida Paulista, 1636)
Segunda a sexta-feira, 7h-23h: R$ 20,00
Sábado, domingo e feriado, 7h-18h: R$ 20,00

Acessível a deficientes físicos, ar condicionado, classificação livre.

Contato de imprensa:
telefones: 3149-5898 / 3149-5899 


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Raphael Galvez - Galeria Almeida e Dale

Quem disse que não mais existem tesouros escondidos? Nesta mostra, mais uma vez percebi  que há sim, e muitos, tão belos e ricos como imaginávamos em nossa infância.

Talvez pela sua pouca vontade do artista em vender suas obras em vida, elas hoje se encontram nas mãos de poucos colecionadores que não as compartilham com a merecida frequência, uma pena, pois um mestre como Raphael Galvez merece estar no acervo de vários museus do Brasil e do mundo.

Fiquei encantado ao ver as obras dessa  exposição, colocadas à venda pelo colecionador Orandi Momesso num projeto beneficente, ver release abaixo.

Que lindas as visões das cenas paulistanas, que já não existem mais, fixadas em suas telas em cores discretas e ao mesmo tempo vibrantes.

Um belíssimo passeio a uma galeria que se torna cada dia mais imprescindível na cultura nacional.







Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.


























Galeria Almeida e Dale apresenta mostra beneficente de Raphael Galvez
 Colecionador Orandi Momesso expõe e doa obras de seu acervo; valores arrecadados serão destinados à organização internacional Médicos Sem Fronteiras

O pintor, escultor e desenhista Raphael Galvez sempre teve um apreço muito grande por suas obras. Por toda vida, recusou-se a vender seus trabalhos, sendo um artista pouco conhecido pelo grande público, apesar do seu reconhecimento por toda crítica, que sempre o considerou um importante artista do modernismo brasileiro. Entre 18 de agosto e 16 de setembro, o público paulistano poderá conhecer de perto seu trabalho, em uma mostra beneficente realizada na Galeria Almeida e Dale.
A exposição traz um conjunto de 60 obras de Galvez, sendo 40 pinturas e 20 desenhos. Os trabalhos foram doados pelo colecionador Orandi Momesso, que decidiu colocar obras do artista que fazem parte da sua coleção à venda , de modo a arrecadar recursos e doar integralmente a Médicos Sem Fronteiras, organização internacional sem fins lucrativos, que leva cuidados de saúde a pessoas afetadas por graves crises humanitárias pelos quatro cantos do mundo.
A ideia da mostra beneficente surgiu em 2016, quando Orandi se deparou com uma videorreportagem que apresentava o trabalho da instituição. Encantado com a atuação dos profissionais de MSF, decidiu que deveria ajudar a organização e resolveu doar parte do acervo do artista pertencentes a sua coleção. O colecionador, aliás, foi amigo de Galvez e, após a sua morte, em 1998, herdou toda a sua extensa produção.
“Galvez é um dos grandes nomes da segunda geração do modernismo brasileiro, autor de uma obra extraordinária. Ao lodo de figuras como Alfredo Volpi e Mario Zanini, de quem foi colega inclusive, o artista ocupa espaço no Pantheon das artes deste período”, afirma Orandi.
Para auxiliá-lo no processo de escolha das obras, o colecionador convidou o curador Rui Moreira Leite, que assina a curadoria da exposição. Além dos óleos e desenhos que estarão à venda, o curador integrou à mostra um núcleo de pinturas e esculturas que permitirão aos visitantes uma maior e melhor compreensão do conjunto da obra de Galvez e de sua trajetória.
“A exposição traz um recorte bastante interessante da produção de Galvez, um registro do que foram, para o artista, os anos 30 até 80. Ganham destaque nesta época uma série de paisagens de São Paulo, às margens do rio Tietê. São pinturas de tons baixos, normalmente cinzas e ocres, com a qual registra os arrabaldes da cidade. Seus flagrantes mostram paisagens praticamente despovoadas, com presença humana raramente sugerida por lavadeiras ou remadores”, diz o curador.
Durante a abertura da mostra na Galeria Almeida e Dale, será também lançado um livro que apresentará ao leitor a vida e a obra de Raphael Galvez. A publicação trará textos de Orandi Momesso e de Rui Moreira Leite, que na ocasião participará ainda de um bate-bapo com o público interessado. O livro, de capa dura e 256 páginas, é editado pela Via Impressa Design Gráfico e Edições de Arte.
O artista 
Raphael Galvez passou grande parte da sua vida dividido entre as pinturas, desenhos e esculturas que realizava por puro prazer, e as esculturas tumulares e projetos para monumentos, que lhe rendiam dinheiro para o sustento próprio e de seus irmãos.
Acolhido pelo Grupo Santa Helena, associação de artistas fundado em 1934, Galvez foi parceiro de ateliê de Mário Zanini. O pintor construiu sua obra a partir dessa experiência, que o levou a aplicar-se em intermináveis sessões de modelo vivo e a observar com curiosidade as variadas manifestações artísticas realizadas pela cidade.
Em meados dos anos 1950, seu trabalho foi integrado a duas mostras panorâmicas: 50 anos de paisagem brasileira, apresentada no Museu de Arte Moderna por Sérgio Milliet, e Exposição do Retrato Moderno, montada no Parque Ibirapuera. Neste momento, suas obras foram exibidas junto não apenas às do Santa Helena, mas às dos modernistas - o que marca um inequívoco reconhecimento de seu trabalho pelo circuito e pela crítica.
A partir da década de 1960, Galvez passa a viver em prolongado recolhimento, ao dar depoimentos sobre seus contemporâneos e participar de mostras dedicadas aos anos de 1940.
O artista ganhou uma série de exposições próprias retrospectivas. A mais extensa delas ocorreu em 1999, no ano seguinte ao de sua morte, na Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Serviço:
Exposição Raphael Galvez
Local: Galeria Almeida e Dale
Endereço: Rua Caconde, 152 | Jardim Paulista | São Paulo
Vernissage: 17 de agosto, a partir das 19h30
Período expositivo: de 18 de agosto a 16 de setembro
A4&Holofote+55 (11) 3897-4122
Cristiane Nascimento - cristianenascimento@a4eholofote.com.brNeila Carvalho – neilacarvalho@a4eholofote.com.br




segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O impressionismo e o Brasil

Essa é uma daquelas exposições que além de nos encantar também nos causa um sentimento de inconformismo, inconformismo ao percebermos como nossas artes plásticas estão se apequenando, empobrecendo mesmo.

Onde estão aquelas magníficas escolas que preparavam nossos artistas a exercer com maestria e exuberância seus diversos talentos.

Hoje em dia, com raras e honrosas exceções o que vemos são produções rasteiras, descuidadas e cheias de pretensão. E somos encarados como uns imbecis que não captam toda a genialidade dos "artistas" contemporâneos.

O curador teve o cuidado de nos apresentar obras majestosas de Renoir para ilustrar as características dessa escola bem como a evolução das tintas e suas embalagens que permitiram a saídas dos ateliês e a criação ao ar livre, onde com as novas paletas de cores puderam fixar todas as nuances de luzes e espectros cromáticos da natureza. Há também um belo vídeo onde um artista cria uma belíssima pintura dentro do Parque do Ibirapuera, explanando os passos e as técnicas necessários a um resultado de notável beleza.

Um belo passeio a ser aproveitado com um interessado vagar. 



Conjunto De Chiquinha Gonzaga - 1912 - Falena

Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do MAM.












Exposição no MAM narra a trajetória do movimento impressionista no Brasil a partir da chegada
das tintas industriais

Mostra exibe cerca de 70 pinturas, com destaque para Renoir, um dos precursores do impressionismo na França, ao lado de 10 artistas brasileiros e estrangeiros residentes no país, como Parreiras, Castagneto, Grimm, os irmãos Arthur e João Timotheo da Costa e Visconti

Objetos de uso pessoal de Parreiras, utilizados em suas incursões para pintura ao ar livre, como bisnagas de tinta, pincéis e equipamento portátil, integram a exposição

Linha do tempo explica o curso do impressionismo no Brasil e no mundo, incluindo o expressivo aumento no número de lojas de tintas e de materiais para artistas no Rio de Janeiro de 1844 a 1889; três vídeos de Carlos Nader complementam a parte didática


O MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo – abre no dia 16 de maio (terça-feira), às 20h, a mostra O impressionismo e o Brasil, com cerca de 70 pinturas do período, levando ao espaço expositivo obras do final dos anos 1860 até a década de 1930. Oito telas são de Pierre-Auguste Renoir, um dos precursores do impressionismo na França, e as demais são de 10 artistas brasileiros e estrangeiros residentes no país. Uma linha do tempo narra o curso do impressionismo no Brasil e no mundo, e uma série de objetos utilizados por Antonio Parreiras, um dos ícones do movimento no país, complementam a mostra. Há ainda três filmes didáticos de Carlos Nader sobre o tema. Com curadoria de Felipe Chaimovich, a exposição permanece em cartaz até 27 de agosto. O patrocínio master é do Bradesco e o patrocínio de Levy & Salomão Advogados.

Com a exposição, Chaimovich busca revelar o benefício trazido pelos avanços da indústria da tinta a óleo para os pintores impressionistas, que, trabalhando ao ar livre, precisavam realizar uma pintura rápida, a fim de captar a luz desejada. O impressionismo surgiu no Brasil impulsionado pela chegada de tintas e insumos para pintura ao mercado local, em paralelo com o intercâmbio artístico entre o Rio de Janeiro e a França.

Assim como na Europa, a pintura pitoresca virou moda no Rio de Janeiro, levando uma infinidade de pintores amadores a pintar ao ar livre, estimulados pela praticidade da tinta a óleo em bisnagas, os novos pincéis e o equipamento portátil. A explosão desse fenômeno no Brasil se deu nos anos 1880, com muitas semelhanças com o que ocorre em nossos dias, quando tudo é fotografado, pela facilidade do registro, através da utilização de smartphones.

Para comprovar o fenômeno no período, o curador Felipe Chaimovich, teve o auxílio de dois documentos da época: do Almanak Laemmert, um guia de ruas e de estabelecimentos comerciais e industriais da cidade do Rio (publicado anualmente entre 1844 e 1889), e de um mapa comercial da região central do Rio de Janeiro, de 1874 (uma litogravura de Joaquim Rocha Fragoso), que reúne as fachadas numeradas de todos os edifícios. Chaimovich pôde assim registrar o aumento crescente de casas de artigos para pintura do Rio do Segundo Reinado: em 1844, a cidade contava com seis lojas de tintas em geral; Já em 1889, o negócio prosperava, com 52 lojas especializadas no comércio de materiais para artistas.    

Artistas

Das obras apresentadas, além das telas de Pierre-Auguste Renoir, que trazem principalmente retratos que utilizam a técnica da pintura rápida adotada no impressionismo, há trabalhos dos irmãos negros João e Arthur Timotheo da Costa, de Georgina de Moura Andrade Albuquerque, Lucílio de Albuquerque, Eliseu D’Angelo Visconti, Antônio Garcia Bento, Mário Navarro Costa, Giovanni Battista Castagneto, Antonio Parreiras, além de uma tela de Georg Grimm, pintor pitoresco bávaro que chegou ao Brasil no momento da explosão do movimento no país. Grimm foi professor interino de paisagem da Academia Imperial de Belas-Artes, contra a vontade dos acadêmicos, adotando o método de pintura de paisagem ao ar livre. Castagneto e Parreiras foram alunos do artista.

Estão presentes também na exposição uma série de objetos que pertenceram a Antônio Parreiras, utilizados para seu trabalho em suas incursões ao ar livre, bem como desenhos e fotos do artista em campo, que ilustraram sua autobiografia, publicada em 1926.  

Linha do tempo e vídeos didáticos

A mostra é pontuada por uma linha do tempo, que tem início em 1782, quando é lançado na Grã-Bretanha um guia de viagens voltado para o turismo pitoresco, passando pela evolução da indústria, com dados sobre o lançamento de novos pigmentos, a patente norte-americana do tubo de tinta metálico (1840), nascimento, trajetória e morte dos principais artistas do movimento no Rio de Janeiro e na França.

Há também três vídeos didáticos de Carlos Nader sobre o tema. O primeiro deles trata do turismo pitoresco e a busca por locais com irregularidades e desenhos e pinturas em aquarela, a expansão do mercado de equipamentos portáteis já na primeira metade do século 19, surgimento de cores sintetizadas pela indústria química e a invenção do tubo de tinta metálico, chegando a Renoir e a pintura ao ar livre,  e nascimento da expressão “Impressionismo”; O segundo trata do ensino da pintura de paisagem no Brasil por Grimm, que introduziu a pintura pitoresca na Academia Imperial de Belas-Artes, e o Rio de Janeiro como tema predominante do movimento no país; O terceiro vídeo demonstra a preparação da paleta, a diferença no uso do pincel chato e do pincel cônico, demonstração da pintura rápida nos estilos de Monet e Renoir e retrabalho do quadro.




Serviço:
O impressionismo e o Brasil
Curadoria: Felipe Chaimovich
Abertura: 16 de maio de 2017 (terça-feira), às 20h
Visitação: de 17 de maio a 27 de agosto de 2017
Grande Sala
Entrada: R$ 6,00 - gratuita aos sábados
Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo - Grande Sala
Endereço: Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 3)
Horários: terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h)
Tel.: (11) 5085-1300
Estacionamento no local (Zona Azul: R$5 por 2h)
Acesso para deficientes / Ar condicionado
Restaurante/café

Mais informações para a imprensa
Conteúdo Comunicação
Mariana Ribeiro – mariana.ribeiro@conteudonet.com – (11) 99328-1101
Roberta Montanari - roberta.montanari@conteudonet.com – (11) 99967-3292
Tel. (11) 5056-9800

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Loucuras Anunciadas - Francisco de Goya

Essa é uma mostra inquietante que nos apresenta obras que abrem e escancaram o subconsciente do artista com imagens atormentadas, que muito provavelmente assombravam suas noites ou momentos de introspecção.

Uma surpresa para quem só estava acostumado a ver seus retratos da nobreza espanhola. Havia sim muita violência em suas séries "Os Horrores da Guerra" e Tauromaquia" mas que retratavam cenas reais, testemunhadas por ele.

Deve ser por isso que o artista foi renitente em divulgá-las, pois expõem seus desvãos e mais escuros recônditos.

Uma bela oportunidade de conhecermos uma faceta inesperada de um grande artista, que nessas obras usa toda sua maestria para nos extrair instigantes sensações.






Mortal Loucura - Caetano Veloso



Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do evento.


















“Loucuras Anunciadas” – obras de Francisco Goya desembarcam em São Paulo


Coleção de gravuras que revela o período mais obscuro do artista espanhol entra em cartaz no dia 29 de julho na Caixa Cultural São Paulo

CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 29 de julho a 24 de setembro, a mostra Loucuras Anunciadas, do artista espanhol Francisco de Goya (1746-1828). A coleção, também chamada de Disparates, que reúne 20 gravuras, é uma edição póstuma da Academia de Belas Artes de Madri, que adquiriu as pranchas em 1864. O ciclo apresentado em São Paulo é considerado o mais obscuro e complexo da produção de Goya.

O período em que as gravuras foram feitas não é muito preciso; de acordo com especialistas, devem ser de 1815 a 1820. Goya tinha decidido não publicá-las, por causa da perseguição aos iluministas à época.
As enigmáticas gravuras são as últimas obras gráficas de Goya. Disparates é uma série que revela visões, violência, sexo, deboche das instituições relacionadas com o regime absolutista, crítica aos costumes e ao clero.
Gravuras ampliadas
Segundo a curadora Mariza Bertoli, a exposição contará também com diversas atividades interativas. “Pensei em um espaço que gerasse inquietações e curiosidade. Os participantes estarão vivenciando, de fato, o exercício estético. O estético na arte é o que comove, e a sua finalidade é colocar-nos na obra que está nos nossos olhos; promover um conhecimento sensível”, explica Mariza.
“Será uma experiência forte fotografar-se nestes cenários, que são as gravuras aumentadas. Ver-se entre os loucos é inusitado. Valorizar a liberdade de não estar ‘ensacado’. Afinal, no início da mostra, nos perguntamos: pode-se anunciar loucuras?”, completa a curadora.
A mostra contará com duas grandes gravuras impressas para que as pessoas se fotografem diante das imagens. Uma delas, contará com sacos, tal como na gravura original Os ensacados (Los ensacados), que estará na exposição. A gravura remete à opressão, ao desespero e à própria sensação da surdez. Goya perdeu a audição aos 46 anos.
Acessórios e vestuários também ficarão à disposição, para que as pessoas possam se caracterizar e fazer suas próprias produções para fotografia. As gravuras ampliadas medem 1,8m X 2,75m. Além disso, estarão disponíveis ainda diversas máscaras e dois espelhos, um côncavo e outro convexo, para que os visitantes se vejam por outras perspectivas.
A mostra encerra temporada na Caixa Cultural Curitiba no dia 02 de julho e, após estada em São Paulo, seguirá para a Caixa Cultural Brasília, onde ficará em cartaz do dia 09/01/2018 ao 04/03/2018.
Serviço:
Exposição “Loucuras Anunciadas – Francisco de Goya
Local: CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro) – próximo à estação do metrô Sé
Abertura: 29 de julho de 2017 (sábado), às 11h
Visitação: de 29 de julho de 2017 até 24 de setembro de 2017 (terça-feira a domingo)
Horário: 9h às 19h
Informações: (11) 3321-4400
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Entrada franca
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

Palestra Vida e obra de Francisco Goya
Palestrante: Mariza Bertoli – curadora da exposição
Data: Dia 19 de agosto de 2017, sábado, às 11h
Local: CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Centro. 
Classificação indicativa livre para todos os públicos.
Capacidade:  50 participantes
Inscrições: (11) 3321-4400
Informações à imprensa:
Assessoria de imprensa – CAIXA Cultural São Paulo
Tel: (11) 3321-4400/ 3549-6001  
www.caixa.gov.br/imprensa /@imprensaCAIXA
www.facebook.com/CaixaCulturalSaoPaulo
cultura.sp@caixa.gov.br

Assessoria de Imprensa da exposição: “Loucuras Anunciadas” – de Francisco Goya
Colateral Comunicação – Clayton Jeronimo
Tel: (11) 2767-8125 / (11) 9.9996-9185
clayton@colateralcomunicacao.com.br