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sexta-feira, 6 de abril de 2018

Alucinações parciais Exposição-escola com obras-primas modernas do Brasil e do Centre Pompidou

Ideia genial do curador do Instituto Tomie Ohtake, Paulo Myada, com o curador do Centre Pompidou, Fréderic Paul, em criar esta exposição, não tanto pela sua disposição com uma arena no centro da sala onde serão ministrados cursos palestra e atividades lúdicas, mas pela conversa entre os modernismos francês e o brasileiro.

Com obras icônicas da produção modernista nacional , que são há muito parte de nosso imaginário coletivo, expande nossa percepção dessa escola fantástica, que tantas belezas produziu em vários estilos diferentes, mas complementares.

Isso talvez pela característica de que todos esses nossos artistas, com exceção de Guignard, passaram por Paris, tendo frequentado as mesmas escolas e rodas de intelectuais, que imagino, sedimentaram a vontade de criar dentro desse novo conceito.

Um passeio imperdível, a ser feito mais de uma vez, se aproveitando várias atividades propostas pelo evento.


Maurice Chevalier - Paris Sera Toujours Paris


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do Instituto Tomie Ohtake






















INSTITUTO TOMIE OHTAKE

APRESENTA

Alucinações parciais  
Exposição-escola com obras-primas modernas do Brasil e do Centre Pompidou

Abertura: 05 de abril, às 20h – 10 de junho de 2018

Ao realizar Alucinações Parciais, nome inspirado na obra de Salvador Dalí presente na mostra, o Instituto Tomie inova ao propor uma “exposição-escola” com obras-primas de vinte artistas modernistas maiores do Brasil e do mundo. O novo formato pretende oferecer uma experiência em que o público possa se aproximar ainda mais dos trabalhos, de seus respectivos autores e do histórico movimento.

O conceito de “exposição-escola” se explicita no próprio desenho do espaço expositivo, em que uma arena-auditório central receberá uma intensa programação. Durante todo o período em que a mostra estiver em cartaz, o Instituto Tomie Ohtake promoverá diariamente debates, aulas, palestras, workshops, ateliês e visitas orientadas a fim de estabelecer trocas com o público para aprofundar, investigar e resignificar narrativas relativas ao marcante período da história da arte no século XX. A proposta vai ao encontro da intenção do Instituto de difundir obras e contextos artísticos de grande relevância e abrir caminhos para o debate crítico e a atualização do sentido histórico de cada época.

Concebida por meio de um diálogo entre os curadores Fréderic Paul, do Centre Pompidou, e Paulo Miyada, do Instituto Tomie Ohtake, a coletiva pretende esgarçar a discussão sobre o modernismo europeu e brasileiro com 10 obras-primas de nomes históricos, pertencentes ao Centre Pompidou, que raramente saíram de seu acervo, e de 10 de artistas brasileiros, provenientes das coleções do MASP, Pinacoteca, Museu de Belas Artes- RJ e particulares. O curador do Instituto Tomie Ohtake ressalta que a quantidade enxuta de obras torna a narrativa histórica da exposição explicitamente lacunar, mas, em contrapartida, propõe desafios sobre como se dará a apreensão do público neste formato. 

No conjunto do Centre Pompidou estão os artistas e as respectivas obras: Fernand Léger, Adeus Nova York, 1946; Georges Braque, Natureza-morta com violino, 1911; Henri Matisse, Ponte Saint –Michel, c.c 1900; Joan Miró, A Sesta, 1925; Man Ray, Uma noite em Saint-Jean-de-Luz, 1929; Pablo Picasso, Arlequim, 1923; Paul Klee, Rítmico, 1930; Robert Delaunay, Torre Eiffel, 1926; Savador Dali, Alucinação parcial. Seis imagens de Lenin sobre um piano, 1931; Vassily Kandinsky, Quadro com Mancha Vermelha, 1914.

Já na seleção de brasileiros estão as pinturas de Anita Malfati, A estudante, 1915¬16, e O lavrador de café, 1939, de Cândido Portinari; três aquarelas de Cícero Dias, Sonho Tropical, 1929, Sem título, 1928, e Fábula, década de 20; escultura de Maria Martins, Tamba-tajá, 1945; a tela de Vicente do Rego Monteiro, Atirador de Arco, 1925; o óleo de Flávio de Carvalho, Ascensão definitiva de Cristo, 1932; o retrato Lea e Maura, 1940, de Alberto da Veiga Guignard; e as obras Menino com lagartixa, 1924, A Feira II, 1925, e  Sem título (autorretrato  com Adalgisa), 1925, de Lasar Segall, Tarsila do Amaral e Ismael Nery, respectivamente.

Segundo os curadores, a exposição experimenta uma abordagem no cerne do modernismo europeu e brasileiro, quando Paris ocupava o lugar central em uma rede cultural global que se estabelecia através de intercâmbios, contaminações e misturas. “Quão forte é o laço que consegue produzir algum ponto de contato entre o russo Kandinsky e a paulistana Malfatti? Como pode um artista, como Rego Monteiro, ou Picasso, ser simultaneamente exótico e exoticizante, dependendo de onde os olhamos? O que fazer com a formação vanguardista e a trajetória emigrante de, digamos, Lasar Segall (ou, no sentido inverso, de Man Ray)?”, indaga Miyada.

Por sua vez, Fréderic Paul defende que o rigor científico exigido na construção didática da história da arte, pode passar ao largo das obras, ao deixar zonas de sombra entre datas e citações. “As obras, sobretudo as mais importantes, nunca se nos mostram tais quais são. Estão plasmadas pela história e por histórias que as tornam visíveis”, diz, parafraseando Paul Klee.


Exposição: Alucinações Parciais: Exposição-escola com obras-primas modernas do Brasil e do Centre Pompidou
Abertura: 05 de abril, às 20h
Visitação até 10 de junho de 2018 - terça a domingo, das 11h ás 20h

Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima 201 - Complexo Aché Cultural
(Entrada pela Rua Coropés, 88) - Pinheiros SP –
Metrô mais próximo - Estação Faria Lima/Linha 4 - amarela

Informações à Imprensa
Pool de Comunicação - Marcy Junqueira
Fone: 11 3032-1599

segunda-feira, 19 de março de 2018

Imagens do Aleijadinho

O que dizer ao contemplar tão magníficas obras, de um artista que considero o precursor e inspirador da arte genuinamente brasileira.

Seus magníficos trabalhos espalhados por Minas Gerais nos dão a dimensão exata de sua importância.

Usava os trabalhos sacros, em sua grande maioria já que a igreja era praticamente o único mecenas de sua época, para homenagear os amigos, com suas faces esculpidas nos santos e humilhar seus detratores imortalizando-os como algozes das cenas.

Um detalhe que sempre me chamou a atenção e imagino que seja uma facilidade em determinar a autoria de suas obras, são os narizes de suas esculturas, sempre muito parecidos entre si e imagino que isso possa ser considerado sua assinatura.

A nova diretoria do MASP prima em nos brindar com maravilhosas exposições que entraram para a história, reafirmando que São Paulo é a capital cultural da América Latina.




 Et in terra pax hominibus - Padre José Mauricio Nunes Garcia  
James Morrow - University of Texas at Austin Chambers Singers


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do MASP.







OBRA DE ALEIJADINHO ABRE O CICLO DE HISTÓRIAS AFRO-ATLÂNTICAS NO MASP

Imagens do Aleijadinho traz esculturas devocionais do artífice mineiro, junto a mapas, gravuras, fotografias e pinturas que contextualizam sua obra.

O MASP inaugura o ciclo de 2018, dedicado às histórias afro-atlânticas, com as exposições de Aleijadinho e Maria Auxiliadora, no dia 9 de março. Imagens do Aleijadinho apresenta a obra de Antônio Francisco Lisboa (1738-1814), uma das principais referências da arte sacra, do barroco e do rococó no Brasil, ativo em Minas Gerais de meados do século 18 ao início do século 19. A mostra apresenta cerca de 50 obras, que incluem esculturas devocionais de Aleijadinho, além de mapas, gravuras, fotografias, pinturas e esculturas de viajantes e outros aristas, que contribuem para a compreensão do contexto e da influência do artífice mineiro na história da arte brasileira.

O nome de Aleijadinho é comumente associado à arte produzida durante o Ciclo do Ouro em Minas Gerais, acompanhando seu apogeu e decadência e incorporando influências do barroco e do rococó. Com a proibição da Coroa portuguesa contra o estabelecimento de ordens religiosas na Capitania, o mecenato à época coube principalmente às ordens terceiras leigas, que encomendaram boa parte da sua produção. A obra de Aleijadinho é, assim, um importante testemunho dos hábitos religiosos e culturais da sociedade mineira durante o período colonial, incluindo a religiosidade popular e as separações raciais em torno das diferentes irmandades e ordens terceiras.

Dessa forma, Imagens do Aleijadinho tem seu foco no acervo de esculturas devocionais produzido por Aleijadinho e sua oficina e reúne imagens atribuídas ao artífice mineiro e executadas em diferentes etapas de sua produção, incluindo obras pertencentes a museus públicos brasileiros, igrejas barrocas mineiras e coleções particulares. Diferentemente do que acontece com as esculturas monumentais em pedra e as talhas retabulares em madeira de sua autoria, suas imagens devocionais foram criadas com relativa autonomia funcional, para altares de igreja, oratórios privados e uso processional, tendo sido, ao longo dos anos, incorporadas a acervos públicos e privados. Essa condição é o que permite reunir numa exposição uma parcela significativa das esculturas produzidas por Aleijadinho.

Além do conjunto de esculturas atribuídas ao artista, uma seção iconográfica foi incorporada à exposição – incluindo mapas da capitania de Minas Gerais e suas comarcas; gravuras de viajantes do início do século 19, que retratam o modo de vida e a paisagem nas Minas de Ouro; imagens de fotógrafos que documentaram sua obra ao longo do século 20, como Horacio Coppola e Marcel Gautherot; e obras de artistas visuais que fazem referência à arte de Aleijadinho e seus contextos de produção e recepção, como Alberto da Veiga Guignard, Henrique Bernardelli, Tarsila do Amaral, Aloísio Magalhães e Juan Araujo, entre outros. Essas imagens ecoam o legado de Aleijadinho e atestam sua centralidade na construção de uma história da arte brasileira.

A atribuição autoral e o levantamento das obras de Aleijadinho foram consolidados ao longo do século 20, merecendo estudos de especialistas como Germain Bazin, Lucio Costa e Mario de Andrade, oferecendo um original modelo para pensar a arte produzida no Brasil e sua relação com os modelos europeus, indígenas e africanos. Com a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, tendo à frente Rodrigo Mello Franco de Andrade, a obra de Aleijadinho passou a ser redimensionada, com o intuito de desfazer uma série de lendas em torno de sua figura, que chegavam a contestar-lhe a existência.

À ocasião da exposição, o MASP publica um catálogo com reprodução das obras expostas, imagens de obras arquitetônicas monumentais de Aleijadinho e textos de Carlos Eduardo Riccioppo, Angelo Oswaldo de Araujo Santos, Fabio Magalhães, Ricardo Giannetti e Rodrigo Moura, que analisam diferentes aspectos da sua produção. Além dos estudos inéditos, serão republicados textos de Mariano Carneiro da Cunha, sobre a presença africana na obra do artista, Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira, sobre o conjunto das esculturas dos Passos de Congonhas, e o clássico ensaio de Mário de Andrade de 1928, em que o poeta e crítico paulista aponta para o caráter mestiço e singular de sua obra.

Coincidindo com o 130o aniversário da chamada Lei Áurea, uma das últimas leis do Império Brasileiro, que aboliu oficialmente a escravidão no país, Imagens do Aleijadinho acontece no contexto do ano de exposições, atividades e publicações em torno das chamadas histórias afro-atlânticas, histórias que unem a África às Américas. A programação inclui ainda uma série de mostras monográficas, sobre a obra dos artistas Maria Auxiliadora, Emanoel Araújo, Melvin Edwards, Rubem Valentim, Sônia Gomes, Pedro Figari e Lucia Laguna. O programa está inserido em um projeto mais amplo, que atenta para histórias plurais e vão além das narrativas tradicionais, tais como Histórias da loucura e Histórias feministas (iniciadas em 2015), Histórias da infância (em 2016) e Histórias da sexualidade (em 2017).

A exposição e o catálogo têm organização de Rodrigo Moura, curador-adjunto de arte brasileira do MASP, e expografia do escritório de arquitetura METRO Arquitetos Associados.

SOBRE ALEIJADINHO
Antônio Francisco Lisboa (1738-1814) nasceu na freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Antonio Dias, em Ouro Preto (então Vila Rica), filho do arquiteto português Manoel Francisco Lisboa e de uma de suas escravas, Isabel. Iniciou-se na arquitetura e na escultura com seu pai e outros artífices atuantes em Minas Gerais, como Francisco Xavier de Brito e José Coelho de Noronha. Trabalhou em diversas localidades da região mineradora, como Caeté, Sabará e São João del Rei, além de Congonhas, onde deixou sua obra máxima no Santuário do Bom Jesus do Matosinhos – doze profetas esculpidos em pedra sabão no adro da igreja e os Passos da Paixão, 64 esculturas em madeira, distribuídas em seis pequenas capelas. Em Ouro Preto, tem sua obra mais completa na igreja de São Francisco de Assis, onde assina o risco e a decoração do interior e da fachada do templo. Ganhou a alcunha de Aleijadinho devido às deformidades físicas que lhe acometeram e obrigavam que trabalhasse, segundo a tradição, com as ferramentas amarradas às mãos. A maior parte das informações sobre sua vida foi publicada em 1858, em um estudo biográfico de Rodrigo José Ferreira Bretas, que ainda hoje serve como importante fonte de estudo sobre o artista.

SERVIÇO
IMAGENS DO ALEIJADINHO
Abertura: 9 de março, 20h
Data: 10 de março a 10 de junho de 2018
Local: primeiro andar
Endereço: Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: terça a domingo: das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); quinta-feira: das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Ingressos: R$35,00 (entrada); R$17,00 (meia-entrada)
O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras, durante o dia todo.
AMIGO MASP tem acesso ilimitado e sem filas todos os dias em que o museu está aberto.
O ingresso dá direito a visitar todas as exposições em cartaz no dia da visita.
Estudantes, professores e maiores de 60 anos pagam R$17,00 (meia-entrada).
Menores de 10 anos de idade não pagam ingresso.
O MASP aceita todos os cartões de crédito.

Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.
CAR PARK (Alameda Casa Branca, 41)
Segunda a sexta-feira, 6h-23h: R$ 14,00
Sábado, domingo e feriado, 8h-20h: R$ 13,00
PROGRESS PARK (Avenida Paulista, 1636)
Segunda a sexta-feira, 7h-23h: R$ 20,00
Sábado, domingo e feriado, 7h-18h: R$ 20,00

Acessível a deficientes físicos, ar condicionado, classificação livre

Contato de imprensa:
telefones: 3149-5898 / 3149-5899 

quarta-feira, 14 de março de 2018

Chichico Alkmim, fotógrafo

Finalmente o IMS nos brinda com uma grande mostra de uma das magníficas coleções de seu acervo. Não me lembro, desde a inauguração de sua nova e linda sede paulistana de um evento como esse.

Penso que a instituição devesse reservar pelo menos um de seus imensos salões aos seus tesouros, nos possibilitando assim, além da apreciação de magníficas fotografias, conhecer como eram os usos, costumes, construções e a vida em épocas remotas de nossa história.

A restauração e novas ampliações dos negativos sob a responsabilidade do IMS revelam um esplendor de, às vezes, tirar o folego.

Esta mostra nos traz trabalhos de Chichico Alkmim, feitos em Diamantina, de fotos de estúdio e registros externos que nos mostram bem a vida naquela época.

Como sempre um lindo passeio a um lugar que rapidamente se transformou em referência na vida cultural paulistana.

Como acompanhamento, Brejeiro de Ernesto Nazareth, que faz parte da instalação interativa da mostra com gravações de época.




Brejeiro - Arthur Moreira Lima - Ernesto Nazareth

Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa do IMS.












Exposição no IMS Paulista mostra Minas Gerais do começo do século XX nas fotografias de Chichico Alkmim


Após o sucesso no IMS Rio, o Instituto Moreira Salles de São Paulo inaugura, no próximo dia 23 de janeiro, a exposição Chichico Alkmim, fotógrafo. Com curadoria de Eucanaã Ferraz, poeta e consultor de literatura do IMS, a mostra apresenta cerca de 300 imagens produzidas pelo fotógrafo mineiro na primeira metade do século XX. Por ocasião da abertura, no dia 23, às 19h30, acontece uma visita guiada com o curador.

Francisco Augusto Alkmim (1886-1978) estabeleceu-se em Diamantina depois de viajar por Minas Gerais vendendo joias com seu pai. Ao chegar, encontrou uma cidade que já se distanciava dos dias de glória do período da farta exploração de diamantes. Chichico registrou as mudanças nesse universo, que flutuava entre a modernização e a tradição, fotografando a paisagem e seus habitantes. Sua atividade chegou até meados dos anos 1950.

Ao contrário de muitos fotógrafos com estúdios pelo interior do Brasil nesse período, Chichico nunca se limitou a retratar apenas a burguesia diamantinense. Teve como frequentadores de seu estúdio os trabalhadores ligados ao pequeno garimpo, ao comércio e à indústria e também fotografou casamentos, batizados, funerais, festas populares e religiosas, paisagens e cenas de rua.

Segundo Eucanaã Ferraz, no texto que abre o catálogo da exposição, “Chichico é daqueles fotógrafos que parecem ter o poder de fazer vir ao primeiro plano a vida de seus modelos. E é patente a densidade existencial que se expressa no conjunto de características físicas que chamamos fisionomia, compreendida como a realização momentânea de um destino.”

A exposição cobre cronologicamente e sintetiza as fases do trabalho do fotógrafo. Além das fotografias, será possível consultar mais de uma centena de negativos de vidro iluminados, que formam uma espécie de vitral, como também objetos originais do laboratório de Chichico e uma máquina de fole semelhante à utilizada pelo fotógrafo.

A intensa vida musical – um dos traços mais marcantes de Diamantina, e também registrado pelo fotógrafo – terá destaque na mostra. Como escreveu Carlos Drummond de Andrade, “entre outras excelências, povo de Diamantina é povo que canta, e isto significa riqueza de coração”. Em Chichico Alkmim, fotógrafo, serão expostos cinco discos 78 rpm, com as obras de Ernesto Nazareth e de Catulo da Paixão Cearense, além dos registros de seresteiros, grupos de jazz, estudantes de música, bandas escolares e militares fotografados por Chichico.

Também por ocasião da abertura, o cinema do IMS fará uma exibição especial de Terra deu, terra come (Brasil, 2010. 88’), de Rodrigo Siqueira, que se passa no quilombo Quartel do Indaiá, em Diamantina, na região onde Chichico Alkmim passou sua infância e juventude. No filme, Pedro de Almeida, garimpeiro de 81 anos, comanda como mestre de cerimônias o velório, o cortejo fúnebre e o enterro de João Batista, que morreu com 120 anos, num ritual em que vêm à tona as raízes africanas de Minas Gerais. O filme será exibido no dia 23 de janeiro, às 18h.

A obra de Chichico Alkmim é composta por mais de cinco mil negativos em vidro e algumas dezenas de fotografias originais de época. Desde 2015, seu acervo está depositado em comodato no Instituto Moreira Salles.

Acompanha a mostra um catálogo organizado pelo curador.



Chichico Alkmim, fotógrafo
ISBN: 978-85-8346-040-4
Páginas: 176
R$ 114,50



Chichico Alkmim, fotógrafo
Curadoria: Eucanaã Ferraz
Abertura: 23 de janeiro, às 19h30, visita guiada com o curador
Visitação: de 24 de janeiro a 15 de abril

Exibição do filme Terra deu, terra come, de Rodrigo Siqueira, ambientado na região de Diamantina, por ocasião da abertura da exposição Chichico Alkmim, fotógrafo.
23 de janeiro, às 18h
Cineteatro
Evento gratuito. Distribuição de senhas 30 minutos antes do evento.

Horário de funcionamento: de terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 10h às 20h. Nas quintas, até as 22h.

IMS Paulista
Avenida Paulista, 2424
São Paulo
Tel.: 11 2842-9120


Informações para a imprensa IMS:
Bárbara Giacomet de Aguiar – (11) 3371-4490

Giovanna Querido- (11) 3371-4424

quinta-feira, 8 de março de 2018

Universo Feminino - Curadoria de Elisa Mondè

Essa é uma das melhores exposições que tenho visto nos últimos tempos, com belíssima  curadoria de Elisa Mondè, ela mesmo com obras no evento, que soube escolher e dispor as magníficas peças num espaço que não é dos mais favoráveis a este fim.

Com um acervo eclético das artistas ADINA WORCMAN, BIA BLACK, CAROLINA SAIDENBERG, FE MOTTA, HELOIZE ROZA, JULIANE MAI, LENICE TOCHA, LE BUZATO, NORMA AMARAL e MOARA BRASIL, consegue encher-nos os olhos de pura beleza e encanto, fazendo com que nos deleitemos com vagar e atenção.

A grande vantagem da curadora foi a de não procurar o protagonismo de suas obras, deixando-as conversar amigavelmente com as demais criando assim uma fantástica sinfonia visual.

Em cartaz na Piola Jardins, na Alameda Lorena, 1765, até dia 18/03/2018, é um belo passeio por si só.

Trem das Cores - Caetano Veloso











quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

A Carne do Mar – de Brígida Baltar na Galeria Nara Roesler

Nesta mostra Brígida Baltar nos apresenta peças permeadas de uma sensualidade sutil e delicada, tirando das formas marinhas o suporte condutor de sua arte.

Com peças magnificamente moldadas em minúcias caprichosas faz um colorido luminoso em matizes delicadas que são realçados pela perfeita vitrificação das peças.

Mais um lindo evento proporcionado pela Galeria Nara Roesler que paralelo à sua vocação comercial vem cumprindo o papel de um centro cultural importante nos mostrando artistas que ainda não estão em evidência ao público em geral.




Mais perto do mar - Bossacucanova e Roberto Menescal


Abaixo das imagens, o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa da Galeria.








GALERIA NARA ROESLER

APRESENTA

A Carne do Mar – de Brígida Baltar

Abertura: 24 de fevereiro, 11h – 24 de março de 2018
Imagens: goo.gl/eSBDDM


A Carne do Mar, individual de Brígida Baltar inaugura o calendário 2018 da Galeria Nara Roesler, em São Paulo, simultaneamente a Morro Mundo, de Laura Vinci.

Segundo a artista carioca, está na sua memória da infância, quando, ao procurar conchas perfeitas nas areias de Copacabana e encontrar apenas fragmentos, o despertar desta série inédita que apresenta na sede paulistana da galeria. “Foi a partir dos fragmentos - cacos da decepção - que descobri as formas orgânicas e aprendi sobre a potência da incompletude”. Baltar acrescenta que ao desenvolver estas obras pensava no sentido da palavra quimera, em seus significados: devaneio, ficção, monstro mítico, peixe.

Em sua produção, a artista costuma investigar o universo feminino e íntimo, extraindo as camadas escondidas nas arquiteturas do mundo, frequentemente a partir de elementos orgânicos e naturais. Já utilizou materiais retirados da sua própria casa - tijolos, saibro, poeira e cascas de tinta -, investigou o sistema das abelhas e capturou a neblina e o orvalho. Agora, também no rastro onírico da memória, Baltar faz do oceano seu espaço íntimo. “Pensado no mar e na palavra quimera descobri que nas profundezas todos os seres são híbridos”, diz.

Em a Carne do Mar, com curadoria de Marcelo Campos, a artista traz 12 esculturas de cerâmica ou porcelana esmaltadas, realizadas em 2017. As obras imprimem narrativas diversas em elementos do universo marinho. Diferentes significados são atribuídos a conchas, como em A concha triste, O berro da concha, A concha fantasma ou na série Vaginas. Em outras, como em As lambidas do mar, ela cria esculturas que remetem a ornamentos da porcelana portuguesa, como a resgatar um mar histórico, o mar que nos descobriu.

Das experimentações, além do interesse por buscar cores abissais, as peças apresentam uma riqueza nos avessos rosas e azuis profundos. Aproximam-se, então, formas e elementos corpóreos, quase-órgãos, como vaginas, bocas, narizes, olhos. A artista se coloca a perscrutar as queimas do material e suas surpresas, a mudança de brilho e tonalidade, as fissuras, a transparência”, afirma o curador.

Brígida Baltar (1959, Rio de Janeiro) vive e trabalha no Rio de Janeiro, onde fez sua formação na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Deu início a sua carreira na década de 1990, com pequenos gestos poéticos em sua casa e ateliê. Participou de diversas bienais, entre elas a 25ª Bienal de São Paulo (2002); 17ª Bienal de Cerveira, em Cerveira, Portugal (2013); The Nature of things — Biennial of the Americas, em Denver, EUA (2010); Panorama de Arte Brasileira (Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil (2007) e 5ª Bienal de Havana, em Cuba (1994). Seus trabalhos foram apresentados em diversas exposições internacionais, como:  Cruzamentos: Contemporary art in Brazil, Wexner Center for the Arts, Columbus, EUA (2014); SAM Art Project, Paris, França (2012); The peripatetic school: itinerant drawing from Latin America, Middlesbrough Institute of Modern Art, Inglaterra, (2011); Museo de Arte del Banco de la República, Bogotá, Colômbia, (2012); e Constructing views: experimental film and video from Brazil, New Museum, Nova York, EUA (2010). Sua obra está representada em diversas coleções, incluindo: Colección Isabel y Agustín Coppel, Cidade do México, México; Museum of Contemporary Art, Cleveland, EUA; Fundação Joaquim Nabuco, Recife, Brasil; Middlesbrough Institute of Modern Art, Middlesbrough, Inglaterra; Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil; entre outras. 

Exposição:  A Carne do Mar – Brígida Baltar
Abertura: Sábado, 24 de fevereiro, às 11h
Visitação: até 24 de março, 2018
De segunda a sexta das 10h às 19h e sábado das 11h às 15h
Imagens: goo.gl/eSBDDM

Galeria Nara Roesler
Av. Europa, 655 – São Paulo. Tel - 2039-5454

Informações à imprensa 
Pool de Comunicação – Marcy Junqueira
55 (11) 3032 1599
Martim Pelisson