Visualização de vídeos

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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Amazonas - João Donato

João Donato é mais um dos gênios da música brasileira, muito mais cultuado do que ouvido pelo público de nossa terra.

Seu sucesso e prestígio no exterior faz com que se apresente mais lá fora do que para nós.

É junto a Hermeto Pascoal, Eumir Deodato e tantos outros, um dos verdadeiros embaixadores de nossa boa música.

Esta é um de seus maiores sucessos, presente em meu inconsciente, que me traz sempre enorme satisfação quando a ouço.

Este arranjo é um dos melhores que já ouvi, pois há uma grande orquestra como apoio, tirando da melodia toda sua beleza, mesmo quando dos improvisos.



sábado, 27 de novembro de 2010

À Salo Leder


Vendo toda esta tristeza que vive o carioca, lembrei-me com carinho e saudades de um grande amigo.

Que um dia, quando hospede em sua casa, me raptou e me arrastou a um morro do Rio.

Ao Morro de Santa Tereza, ao Museu Chácara do Céu da Fundação Castro Maia.

Que incrível sensação, o lugar, a vista, e os tesouros daquele canto.

Tive o prazer de contar a ele, alguns anos depois, que naquele dia descobri dois amores, por sua cidade e pela pintura.




Hoje, não é só o Rio que está afrontado, é o Brasil e todos seus cidadãos, torço e já sei que resistiremos.

Assim coloco duas músicas em serenata a um dos três lugares do mundo que mais gosto.



Aquele Abraço -Gilberto Gil




Samba do Avião - Tom Jobim



terça-feira, 23 de novembro de 2010

TOMIE OHTAKE – PINTURAS RECENTES

Não é muito comum eu botar a "vitrola" antes do comentário, mas acho que esta música fará um grande acompanhamento a este texto.



Furyo - Ryuichi Sakamoto

Abstracionismo com uma delicadeza sem par, as tintas parecem ter sido aplicadas nas telas em um estado de elevada contemplação.

Mesmo quando as obras estão em uma única cor, o jogo de seus matizes são encantadores.

Intuí que suas abstrações quase sempre partiram de um projeto básico, e não foram criadas aleatóriamente.

Impressionante a vitalidade de Tomie Ohtake aos 97 anos, lúcida e resistindo estóicamente ao beija-mão a que foi submetida por todos que queriam saudá-la, tratando as pessoas com atenção e simpatia.

A importância e o prestígio da artista nas artes plásticas brasileiras é medido pelas pessoas que foram prestigiá-la, gente de destaque na vida cultural, política e empresarial do país.

Além da belíssima mostra, há que se observar o espaço do Instituto Tomie Ohtake, em si uma magnífica obra de arte, exibindo o que temos de melhor em nossa arquitetura.

Faz parte da mostra um vídeo documentário em que se apresenta um pouco de sua história e intimidade.

Apesar de sua origem, sua obra não está impregnada de qualquer regionalismo.

É uma artista universal em seu trabalho, merecendo lugar nos maiores museus e nas melhores galerias.

Abaixo das imagens fornecidas pela assessoria de imprensa do evento, o "press-release" do curador.




INSTITUTO TOMIE OHTAKE

APRESENTA

TOMIE OHTAKE – PINTURAS RECENTES

Abertura 23 de novembro de 2010, às 20h – 20 de fevereiro de 2011

Há quinze meses Tomie vem trabalhando em sua nova série de pinturas, que será apresentada ao público nesta exposição a ser inaugurada na semana em que a artista completa 97 anos.

A mostra celebra também o início das comemorações do Ano 10 do Instituto Tomie Ohtake.

A força de trabalho e a capacidade de renovação, surpreendentes para a sua idade, podem ser conferidas nestas 25 telas reunidas, em grandes formatos (de 1,50 x 1,50 até 2 x 2 metros), consideradas por Tomie como “um passeio pelo círculo”. Gesto fundador da linguagem da artista, a forma circular, presente em várias fases de sua obra, agora é protagonista de todas as pinturas da série. Segundo Paulo Herkenhoff, o círculo está na frente, mas cada um é inventado e cada um acaba por inventar uma nova pintura. “Os quadros apresentam diferentes questões pictóricas e a presença do gesto é muito importante e, mesmo quando não aparece, há o seu domínio”, comenta.

Lembra ainda o crítico, que o círculo é a síntese do espaço no mundo e é a forma mística que representa o ideal de perfeição. O círculo, ensô em japonês, tem um conceito fortemente associado ao Zen. Na caligrafia japonesa simboliza Iluminação, Esforço, Elegância, o Universo e o Vazio.

O interessante é que, se indagada, a artista japonesa naturalizada brasileira diz não perceber uma ligação consciente de sua obra com princípios orientais. É por isso que Herkenhoff costuma afirmar que ela é a verdadeira Zen, “já que simplesmente é, sem a intenção de ser, pois naturalmente abdica de qualquer intelectualização, verbalização e conceituação a respeito”.

O universo pictórico de Tomie já foi identificado como “elevação conceptiva, sutileza rítmica, retenção e economia de meios, ímpeto e arrebatamento na criação de espaços”, por Mario Pedrosa; “precisão geométrica e gosto pela liberdade do gesto”, por Miguel Chaia; “sutilezas incomunicáveis”, por Paulo Herkenhoff; “invisibilidade como predicado e homogeneidade tonal decorrente de mesclas cromáticas, às vezes dificilmente perceptíveis, como se fora resultante de um lento processo de decantação”, por Agnaldo Farias; para citar alguns dos inúmeros pensamentos presentes em sua extensa bibliografia. E nesta exposição, mais uma vez, emerge de algum lugar do profundo em Tomie e de um fazer incansável, esta homenagem ao círculo, com cores, formas e traços inventados pela pintora.

Exposição: Tomie Ohtake – Pinturas Recentes

Abertura: 23 de novembro de 2010, às 20h ( convidados)

Até 20 de fevereiro de 2011, terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros SP Fone: 11.2245-1900

Informações à Imprensa

Marcy Junqueira – Pool de Comunicação / Contato: Martim Pelisson

marcy@pooldecomunicacao.com.br / martim@pooldecomunicacao.com.br

Fone: 11.3032-1599 Fax: 11. 3814 -7000

domingo, 21 de novembro de 2010

Cavalgada das Valkirias - Apocalipse Now

Uma grande cena, não por sua beleza, mas pela maldade e a barbárie intrínseca ou gerada pela guerra nos seres humanos.

Mostra-nos um ataque a uma pacata vila vietnamita por helicópteros americanos durante a guerra.

O personagem de Robert Duval usa como sonoplastia a "Cavalgada da Valkirias" de Richard Wagner, compositor preferido de Adolph Hitler, talvez para insuflar nele mesmo e em seus comandados um espírito heróico que justificasse aquela insanidade.

Mais uma cena feita sem o auxilio de computadores, onde podemos observar que pela falta de helicópteros de uso militar, foram acrescidos alguns de uso civil disfarçados para completar a "companhia ".

Será hoje mais fácil fazer um bom filme? Acho que não, as imagens geradas por computador ainda trazem um artificialismo, fácil de se identificar.

Neste filme ainda há uma aula de interpretação de Marlon Brando, que numa única aparição fecha com virtuosismo uma grande história.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Rubem Grillo - Xilográfico

Uma grande exposição de gravuras, que além da beleza e da excelência na execução, apresenta desenhos instigantes, que nos induzem à reflexão.

Vários elementos surrealistas do sub-consciente são aflorados, trazidos à luz, causando-nos a vontade de decifrá-los.

Mais uma grande mostra da Caixa Cultural, que cada vez mais, se torna a grande referência na divulgação de nossos grandes artistas.

O catálogo primoroso deste evento, fecha com chave de ouro nosso contato com este grande artista.


Worrisome Heart - Melody Gardot

Nesta música de Melody Gardot, de seu disco recente, percebi grande influência de Summertime, mas é bem agradável de se ouvir.

Abaixo das imagens, fornecidas pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural, o "press-release" dos curadores.







XILOGRAVURAS DE RUBEM GRILO NA CAIXA CULTURAL SÃO PAULO

Com curadoria do próprio artista, a mostra percorre os últimos 26 anos de um dos mais importantes xilogravadores brasileiros vivos

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 23 de outubro a 28 de novembro, a exposição “Rubem Grilo – Xilográfico (1985 a 2010)”, com 116 obras do artista plástico, sendo 91 xilogravuras, 6 matrizes e 19 colagens. As obras expostas, de diferentes formatos, em sua maioria, são inéditas. A exposição, patrocinada pela CAIXA, fica aberta para visitação no centro da cidade, com entrada gratuita.

A mostra “Rubem Grilo – Xilográfico (1985 a 2010)” reúne uma etapa de grande autonomia da trajetória do artista e revela um Rubem mais profundo e amadurecido. O público terá a oportunidade de ver uma primorosa seleção de obras, cujos temas e abordagens ganham ampla densidade e configuração dramática, adquirindo abrangências filosóficas. Paralelamente ao mergulho nas questões humanas, seu processo criativo remete-se para o fato plástico essencial: a síntese gráfica na construção do espaço.

Rubem Grilo traz para a CAIXA Cultural uma produção na qual exibe obras com um alto padrão de sofisticação técnica, gráfica e visual. Trata-se da mais significativa exposição de seus quase 40 anos de atividade profissional. Mesmo não se tratando de uma retrospectiva, a exposição resume obras produzidas durante os últimos 26 anos.

Um destaque inovador desta mostra é a exposição de um conjunto de 6 matrizes, de maiores dimensões, desenhadas e gravadas – placas de madeira com que são feitas as cópias xilográficas – que ainda não foram entintadas, permitindo, nesse nível do processo, ver a feitura da gravura e o acurado trabalho de desenho e gravação na madeira. Após o entintamento das matrizes essas etapas se perdem, constituindo a exposição desses estágios a oportunidade única de conhecer o trabalho em sua gênese.

Outro aspecto do trabalho pode ser visto, pela primeira vez: são as 19 colagens, realizadas em 2009. Nessa experiência, ligada à síntese gráfica, complementam as 91 xilogravuras selecionadas.

O foco principal da exposição é a produção mais recente. Setenta e cinco por cento das obras, em visitação, pertencem aos últimos cinco anos. Ao pontuar com obras realizadas em períodos anteriores, o interesse é marcar a trajetória, criando um fato temporal, como sendo um campo auto-referente e ao mesmo tempo em permanente transformação.

“Escolhi a xilogravura pelo fato dela ser simples, direta, quase rudimentar, e me permitir o envolvimento com duas experiências básicas e complementares: o desenho e a gravação”, explica Rubem Grilo. “Optei pelo preto-e-branco, na xilogravura, porque a cor já é suficientemente capaz de comover. O preto possui a neutralidade para visualizar o que foi gravado. Não se trata de uma escolha nostálgica, mas tem a ver com uma visão de mundo, a concentração em mim mesmo, propiciada pela intensidade da prática manual e do olhar, em busca do aprimoramento e autoconhecimento, por meio da dilatação da experiência”, completa o artista.

Sobre o artista:

Rubem Grilo é um dos principais expoentes da gravura do país. Realizou cerca de 60 mostras individuais e mais de 100 coletivas, no Brasil e no exterior, dentre elas duas Bienais de São Paulo (1984 e 1998).Nasceu em Pouso Alegre, Minas Gerais, em 1946. Em 1971, mudou-se para o Rio de Janeiro e realizou suas primeiras xilogravuras.

Rubem Grilo ilustrou (entre 1973 e 1985) as páginas de importantes jornais do país, dentre eles: Opinião, Movimento, O Pasquim, Jornal do Brasil e Folha de São Paulo. Realizou, para o projeto gráfico d’O Globo, em 1985, as vinhetas da agenda cultural e do horóscopo. Atualmente, ilustra aos domingos a crônica de Ferreira Gullar, na Ilustrada da Folha de São Paulo.

Em 1985, lançou o livro Grilo: Xilogravuras. Em 1990, recebeu o segundo prêmio da Xylon Internacional, Suíça e, em 2002, o prêmio Golfinho de Ouro do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro. Tem trabalhos publicados em revistas especializadas, como Graphis, Suiça; Who’s Who in Art Graphic, Suíça; Novum Gerbrauchsgrafik, Alemanha; Print, USA e Idea, Japão; entre outros.

Como curador, Rubem Grilo realizou exposições como Impressões - Panorama da xilogravura brasileira, abrigada pelo Santander Cultural, de Porto Alegre (2004), Pensar gráfico, no Paço Imperial (1998); o evento Mostra Rio Gravura (1999), que reuniu 70 exposições em 45 instituições culturais da cidade, expondo cinco mil gravuras.

A exposição Rubem Grilo – Xilográfico (1985 a 2010) foi aprovada pelo edital 2009 de ocupação dos espaços da CAIXA Cultural e ficará em cartaz até o dia 28 de novembro de 2010. Em 2009, também foi vista na CAIXA Cultural Rio de Janeiro e exibida na CAIXA Cultural Salvador, entre os dias 2 de setembro e 10 de outubro de 2010.

SERVIÇO:

Exposição Rubem Grilo Xilográfico (1985-2010)

Abertura para convidados e imprensa: dia 23 de outubro de 2010, às 11h

Visitação: de 23 de outubro a 28 de novembro de 2010

Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h

Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Galeria D. Pedro II - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo (SP)

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

domingo, 14 de novembro de 2010

A Chorus Line

Esta é uma das minhas boas recordações de um grande filme.

Conta a formação do corpo de baile de um musical da Broadway, mostrando todo seu processo de seleção e também de suas exclusões, revelando expectativas realizadas ou frustradas.

Esta cena, a final, começa com os oito protagonistas selecionados que apresentam o espetáculo na linha de frente, e...., eis que eles vão se multiplicando com os que foram preteridos durante a seleção.

O mais interessante é que isto ocorre quando se aproximam dos espelhos ao fundo do palco, que os refletem até quase os tocarem; quando há o retorno ao centro do palco, suas imagens os seguem e se incorporam à coreografia.

Hoje esta observação seria tida como ingênua, na era dos supercomputadores com programas que criam realidades virtuais e manipulam imagens.

Mas em 1985, ano deste filme, não existiam nem telefones celulares e só comprei meu primeiro computador, tocado à carvão em 1987.

Além de tudo, a música é linda.


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Um ciclo ou um tobogã


comer: uma espécie de oração
rezar: uma forma de amor
amar: uma qualidade de alimento.




Lendo este pensamento de uma amiga querida, apesar de não conhecê-la pessoalmente, me trouxe à lembrança esta música dos Beatles.

Clarissa Cor em tres linhas me fez pensar que mais que dar voltas, nas nossas experiências estamos sempre subindo ou descendo, nunca ficamos parados no mesmo plano.








terça-feira, 9 de novembro de 2010

Vlavianos - 2010

Nicolas Vlavianos, um mestre no uso do aço inox, que por si só é um material muito difícil de se trabalhar sem o uso de ferramentas especiais de corte, dobra e solda.

E não é que o artista consegue resultados de excepcional beleza em suas esculturas?

A apresentação dos estudos e esboços pré-realização nos dão a noção da complexidade do seu processo de criação.

Nestas peças, o artista aparentemente não usa nenhuma forma de fundição, trabalhando nas deformações plásticas e soldas dos materiais, muito bem lixados e polidos, provocando efeitos visuais de fundição.

Isto resulta em peças que, mesmo que reproduzidas, serão sempre diferentes, por causa de seu acabamento sempre único.

Temos também nesta exposição, obras em cobre ou latão, executadas na mesma técnica, conseguindo o mesmo impacto visual.




Tristeza Vai Embora - Edison Machado


Abaixo das fotos, de autoria de Romulo Fialdini, fornecidas pelo curador e colhidas no site do artista, o "press-release" da assessoria de imprensa da Caixa Cultural.














Esculturas gregas ocupam Espaço-Arte-Aço da CAIXA CULTURAL SP

Mostra traz ainda desenhos inéditos do artista grego, radicado no Brasil, Nicolas Vlavianos, em obras que valorizam a diversidade, a preservação ambiental e a perfeita sinergia entre as matérias-primas.

A Caixa Cultural São Paulo – no Conjunto Nacional – Av. Paulista - inaugura, no dia 22 de outubro (sexta-feira), às 19h, a exposição EspaçoArteAço – Esculturas de Vlavianos, que será aberta ao público a partir do dia 23 e vai até 28 de novembro, com entrada franca. A mostra é uma homenagem ao escultor grego, radicado no Brasil, Nicolas Vlavianos e proporciona ao público a apreciação da diversidade técnica do artista, que utiliza aço, diversos metais, solda e resíduos industriais em sua obra.

Serão apresentadas mais de 60 obras, entre esculturas e desenhos ilustrativos. A seleção dessas peças, que começa em Paris, nos anos 1950, passa pela VI Bienal SP, até chegar às suas esculturas públicas de grande dimensão; estudos e desenhos preparatórios, que ilustram e ajudam a compreender o processo de trabalho e de execução das obras, tecnicamente complexas e com beleza singular.

O artista grego, que adotou o Brasil como sua pátria, convida os visitantes a imaginar como foi árduo e complexo o trabalho de concepção das esculturas em aço e metais variados. Obras que utilizam ainda resíduos industriais, com o objetivo de levar adiante a recorrente contribuição ambiental, o que resulta na perfeita harmonia entre as matérias-primas, bem como, na valorização da diversidade e da beleza.

Documentos, esboços, fotos e ampliações fotográficas, auxiliam no projeto expográfico e pedagógico e, além disso, visam divulgar a proposta ecológica de seu trabalho, no qual nada é destruído, e formas modernas e infinitas são descobertas a todo instante.

Revelar seu processo criativo – o passo a passo do atelier, desde os esboços até as obras finalizadas de todas as suas fases – também faz parte do ponto alto do percurso, de cinco décadas de atuação, em solo brasileiro e nos principais eventos culturais internacionais. Esse trajeto é finalizado com uma mostra didática, apresentando os estudos sobre papel e seu aprimoramento em maquetes e em peças de pequena dimensão.

As obras vêm do acervo do artista, de coleções institucionais e particulares, inclusive do acervo da Caixa Cultural.

Sobre o artista:

Nicolas Vlavianos – 1929, Atenas, Grécia - escultor radicado no Brasil desde 1961.

Em 1956, muda-se para Paris; inicia seu aprendizado na Académie de la Grand Chaumière, com o escultor Zadkine e na Académie du Feu, com Lazslò Szabo, onde executa as primeiras esculturas em ferro soldado. A 1ª exposição ocorre no 13ème Salon des Réalités Nouvelles, no Musée des Beaux-Arts, Paris, 1958; em 1959, participa do Salon de la Jeune Sculpture, Musée Rodin. Realiza sua primeira individual no Institut Français d’Athènes.

1961 - premiado pelo Ministério de Educação, durante a VI Exposição Pan-Helênica, em Atenas. Integra a representação da Grécia, na VI Bienal Internacional de São Paulo, cidade onde fixa residência.

Em 1962, faz sua 1ª individual no Brasil, apresentação de Aracy Amaral, Galeria São Luiz, SP. A seguir, participa das VII e VIII Bienais SP e expõe em galerias e instituições.

Em 1966, realiza individual no MAM-RJ, apresentação de Mário Pedrosa. Nos anos 70, desenha e produz múltiplos e objetos de uso; as esculturas são realizadas em aço inox , com relevos, prensados.

Nos anos 80, participa do Panorama da Escultura Brasileira no Séc. XX, e expõe nas grandes mostras de escultura: Panorama de Arte Atual Brasileira/Escultura, MAM-SP; Um Século de Escultura no Brasil, MASP; Tradição e Ruptura, Fund. Bienal SP. Em 1993, realiza a retrospectiva Vlavianos: 35 Anos de Escultura, MASP, apresentação Walter Zanini; participa da mostra A Escultura Brasileira - Perfil de uma Identidade, Centro Cultural BID, Washington D.C.

A partir de 2000, executa esculturas em grande dimensão e expõe, regularmente, na Kouros Gallery, NY; encontra-se presente em coleções institucionais, espaços públicos e parques de escultura: Pinacoteca do Estado, CAIXA Cultural, Arquivo do Estado, Palácio Bandeirantes, FAAP, MAM SP etc.

Sobre o curador:

Sérgio Pizoli – Curador e produtor cultural, formado em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis, 1972; pós-graduado em Comunicações e Semiótica pela PUC - SP em1979. Pós-graduado em Política e Administração Cultural, convênio PUC - SP e Ministério da Cultura em 1986.

Qualificações: Vinte anos de experiência como programador e produtor cultural junto a empresas privadas e órgãos públicos; e em gerenciamento de mostras de artes plásticas e afins, com ênfase nas áreas de curadoria, produção e pesquisa, tanto em nível nacional quanto internacional.

Experiência em montagem de exposições e organização de acervos; desde 1993. Curador e Conservador de Arte sobre Papel da Biblioteca José e Guita Mindlin.

Informações e entrevistas para imprensa:

Arte Ação Produção e Gestão Cultural S/C Ltda

Sérgio Pizoli

Telefone: (11)3675-2408

Fax: (11)3675-2408

www.multipladearte.com.br

spizzolli@gmail.com

SERVIÇO:

Exposição EspaçoArteAço – Esculturas de Vlavianos

Abertura para convidados e imprensa: dia 22/10, às 19h

Datas: 23 de outubro a 28 de novembro de 2010

Horário de visitação: terça-feira a sábado, das 9h às 21h e domingos e feriados das 10h às 21h.

Local: CAIXA CULTURAL São Paulo - Galeria Vitrine da Paulista - Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2083 - Cerqueira César, São Paulo (SP) - Metro Consolação

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca

Recomendação etária: livre

Patrocínio: Caixa Econômica Federal

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

AS CONSTRUÇÕES DE BRASÍLIA

Brasília é umas das cidades mais fotogênicas que existem, não por suas belezas naturais, pois não as tem.

É por ser uma imensa obra de arte espalhada pelo nosso planalto central, tanto pelo urbanismo de Lúcio Costa, pelos palácios e prédios de Oscar Niemeyer e o paisagismo de Roberto Burle Marx.

São detalhadas também as várias intervenções de artistas como, Athos Bulcão, Frans Weissmann, Maria Martins, Pedro Corrêa de Araújo e André Bloc entre outros, que completam a decoração destas maravilhas.

Esta exposição no centro cultural Ruth Cardoso, da FIESP, nos mostra os vários aspectos de sua construção, desde a terraplenagem até a consolidação da democracia, com imagens da posse de Lula em 2002.

É muito interessante ver a complexidade usada na execução das obras, como a amarração das ferragens das cúpulas do congresso antes de sua concretagem, da montagens das colunas da catedral, entre outras.

Há também os registros de como viviam os candangos, tanto na Sacolândia, favela cujas casas foram feitas com os sacos de cimento usados nas obras, como no núcleo Bandeirante, vilarejo criado para ser primeiro pólo de ocupação dos trabalhadores da nova capital.

A música Faroeste Caboclo, da Legião Urbana, conjunto formado em Brasília, traz várias referências a situações que poderiam acontecer nestes rincões pioneiros.




Faroeste Caboclo - Legião Urbana



Abaixo da imagens, fornecidas pela assessoria de imprensa do SESI/SENAI, o "press-release" dos curadores.











SESI-SP E INSTITUTO MOREIRA SALLES ABREM A EXPOSIÇÃO AS CONSTRUÇÕES DE BRASÍLIA
A mostra, que reúne cerca de 200 fotografias e obras de artes visuais sobre a capital federal, será aberta à visitação pública gratuita a partir de 28 de setembro.
São Paulo, 17/09/2010 - Entre 28 de setembro deste ano e 16 de janeiro de 2011, a Galeria de Arte do SESI-SP, apresentará a exposição As construções de Brasília. A mostra conta com 140 fotografias do acervo do Instituto Moreira Salles, além de uma seleção de cerca de 60 obras de linguagens variadas, de artistas modernos e contemporâneos, que abordam a imagem da capital federal. A exposição, que tem entrada franca, é uma realização do Instituto Moreira Salles em parceria com o SESI-SP, e tem curadoria de Heloisa Espada, do IMS.
A coleção conjuga conteúdos de interesse histórico, estético e crítico. Organizada em dois núcleos, apresenta algumas das mais importantes fotografias sobre a construção e os primeiros anos da capital e, também, obras recentes que discutem os simbolismos de Brasília e a condição atual da arquitetura e do urbanismo contemporâneos.
O primeiro núcleo apresenta parte da valiosa coleção de fotografias de Marcel Gautherot, Peter Scheier e Thomaz Farkas, que hoje integram a coleção IMS, realizadas em Brasília, sobretudo entre o final dos anos 1950 e o início da década seguinte. Essa parte da mostra traz também obras gráficas e audiovisuais de Mary Vieira, Aloísio Magalhães e Eugene Feldman sobre a edificação e os primeiros anos da capital.
No segundo núcleo da exposição, a imagem da capital aparece em trabalhos de linguagens variadas por meio de mapas, cédulas de dinheiro, recortes de jornal, cartazes, cartões-postais, vídeos e fotografias. São obras realizadas por artistas de diferentes gerações como Waldemar Cordeiro, Cildo Meireles, Almir Mavignier, Regina Silveira, Orlando Brito, Emmanuel Nassar, Robert Polidori, Jac Leirner, Rubens Mano, Mauro Restiffe e Caio Reisewitz.
Saiba mais sobre os fotógrafos e destaques da mostra
A obra dos fotógrafos do acervo IMS é apresentada sob uma perspectiva histórica, com informações sobre as circunstâncias em que as imagens foram realizadas e sobre os veículos de comunicação em que foram divulgadas. Um dos destaques desse núcleo são as fotos do francês Marcel Gautherot sobre a construção da capital, bem como imagens das principais obras arquitetônicas de Oscar Niemeyer registradas no início dos anos 1960. Boa parte das obras de Gautherot vai além do registro técnico, mostrando um mundo novo, arejado e espaçoso, onde predomina a amplidão e o vazio. Da produção do alemão Peter Scheier, que esteve na cidade em 1958 e 1960, a exposição privilegia imagens do dia a dia dos primeiros habitantes de Brasília: cenas do Núcleo Bandeirante, de pedestres nas áreas comerciais das superquadras e de crianças indo à escola. Mostra também fotografias de arquitetura de sua autoria que, diferente das de Gautherot, registram paisagens urbanas recortadas por vidraças e venezianas, conferindo uma aparência multifacetada para a capital. Thomaz Farkas fotografou também o Núcleo Bandeirante e as primeiras favelas em torno do Plano Piloto. Fez ainda um retrato épico do dia da inauguração, mostrando o presidente Juscelino Kubitschek sendo aclamado pela população.
Os trabalhos de Mary Vieira, Eugene Feldman e Aloísio Magalhães reunidos nessa primeira parte da mostra revelam a construção simbólica da imagem de Brasília como ícone nacional. De Mary Vieira, é mostrado o cartaz e o livro de artista brasilien baut brasilia, realizados em 1957 e 1959, respectivamente, que se referem à participação do Brasil na exposição Interbau, em Berlim, em 1957. A exposição preparada por Mary Vieira apresentou pela primeira vez os projetos da nova capital do Brasil a um público europeu. De Aloísio Magalhães e Eugene Feldman, é mostrado o álbum Doorway to Brasília (1959), uma obra gráfica experimental na qual os monumentos de Brasília ganham uma feição pop. Também são apresentadas nesse núcleo cenas em 16 mm do canteiro de obras feitas pelo artista gráfico norte-americano Eugene Feldman, em 1959. As imagens coloridas, que enfocam, sobretudo, a figura do candango, estabelecem um interessante contraponto às fotografias de Gautherot, nas quais o destaque são as formas arquitetônicas.
Os trabalhos reunidos no segundo núcleo da exposição As construções de Brasília, por um lado, discutem o status da cidade como emblema da nação e, por outro, provocam uma reflexão sobre a condição atual da arquitetura e do urbanismo modernos. De representação do país do futuro, a capital passa a ser vista como palco de crises econômicas e políticas. Sob certos ângulos, ela perde sua dimensão monumental, chegando a se confundir com outras cidades do país.
Waldemar Cordeiro, por exemplo, participa com a obra Liberdade (1964), uma espécie de maquete com formas fragmentadas que lembram os monumentos da praça dos Três Poderes. O trabalho composto pela colagem de objetos, imagens de jornal e textos retalhados enunciam a desarticulação da proposta desenvolvimentista da era JK. Regina Silveira participa com a série de cadernos de cartões-postais intitulada Brazil Today (1977), obra que comenta o uso político, durante o período militar, de imagens idealizadas de ícones nacionais, tais como a paisagem do Rio de Janeiro, a rodovia Transamazônica e os monumentos de Brasília. De Jac Leirner, são mostradas obras da série Fase Azul realizadas nos anos 1990, cuja matéria-prima são notas de 100 cruzeiros e cruzados que circularam a partir de 1985, ilustradas com o rosto de Juscelino Kubistchek de um lado e um conjunto de monumentos da capital de outro.
Os fotógrafos deste núcleo mostram Brasília sob um ponto de vista muito diferente daqueles registrados nos anos de sua construção. Aqui, a aliança entre arte e poder perde sua dimensão utópica; a capital é vista como um cenário político disperso e carente de ideologias agregadoras. Ela é mostrada, sobretudo, como um organismo vivo, em constante transformação, muito além dos limites do Plano Piloto, repleta de ambiguidades e contradições.
Caio Reisewitz enfoca a relação entre estética e poder por meio de fotografias do palácio do Itamaraty. Mauro Restiffe mostra a série Empossamento, com fotos realizadas durante a festa de posse do presidente Lula, em 2003, nas quais não há políticos em cena. O que se vê é um ponto de vista distanciado de quem presencia a festa sem participar dela.
A videoinstalação futuro do pretérito (2010), de Rubens Mano, é formada por dois painéis, que mostram concomitantemente cenas do dia a dia no Plano Piloto e das cidades satélites de Brasília. Na obra, concepções de futuro e passado, preservação e abandono, planejamento e improviso, natureza e modernidade se confundem e se sobrepõem, fazendo com que, sob diversos ângulos, a capital federal se pareça com outras cidades do país.
Catálogo: As construções de Brasília
Além de reunir as obras expostas na mostra, a publicação tem textos de Heloisa Espada, do crítico de arte Lorenzo Mammì, do coordenador de fotografia do Instituto Moreira Salles, Sergio Burgi e da historiadora Anat Falbel.
As construções de Brasília
240 pp
ISBN: 978-85-86707-52-0
23 x 30 cm
R$ 90,00
SERVIÇO:
Exposição As construções de Brasília
Local: Galeria de Arte do SESI-SP – Av. Paulista, 1313 – metrô Trianon-Masp
Vernissage: dia 27/09/2010 (segunda-feira), às 19h30 – apenas para convidados
Datas e horários: de 28 de setembro de 2010 a 16 de janeiro de 2011 – às segundas-feiras, das 11h às 20h; de terça-feira a sábado, das 10h às 20h; e aos domingos, das 10h às 19h.
Informações: (11) 3146-7405 / 3146-7406 / www.sesisp.org.br/centrocultural
Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Agendamento de grupos: (11) 3146-7396 – de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 17h.
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Assessoria de Jornalismo Institucional
Jornalista responsável: Ricardo Viveiros (MTb. 18.141)
Jornalistas: Rosângela Gallardo (MTb 23.025); Evelyne Lorenzetti (MTb. 42.375); Fabricia Morais (MTb 56.106) e Celso Lopes (MTb.18.098).
Apoio de atendimento: Marcos Amado
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Tels.: (11) 3146-7703 / 7702 / 7706 / 7724
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