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quarta-feira, 9 de abril de 2014

LENORA DE BARROS @ PIVÔ

Acho que não haveria em São Paulo espaço melhor para a apresentação desta mostra. O PIVÔ é hoje a mais instigante e intrigante sala de exposições em São Paulo.
Um espaço mágico no Edifício Copan, o mítico prédio projetado por Oscar Niemeyer, que estava abandonado já há mais de vinte anos, que está sendo recuperado pelos curadores deste centro cultural a cada evento. A simples visita a este lugar já é um espetáculo em si, pois nos permite compartilhar as visões e soluções encontradas pelo arquiteto quando da criação deste marco arquitetônico.

Os trabalhos de Lenora de Barros apresentados nesta exibição são os recortes de textos, ensaios e reflexões publicados em sua coluna no finado Jornal da Tarde nos anos 90, além de dois videos e uma instalação sonora.

Os trabalhos impressos em jornal são até hoje atuais, vinte anos após sua criação, com temas que nos agradam a visão e nos fazem refletir. 

Sua poesia concreta em muito me agrada, pois além das mensagens carregam um apelo visual impactante, que possibilita inúmeras interpretações.



O Pulsar - Caetano Veloso

Abaixo da foto, tirada por mim, o release colhido no site da PIVÔ.





O Pivô abre, no dia 29 de março, a exposição “Umas e Outras”, individual de Lenora de Barros na qual a artista apresenta 65 colunas de jornal realizadas na década de 1990, além de dois vídeos inéditos em preto e branco – “Jogo de Damas” e “Em si as mesmas” – e uma intervenção sonora, intitulada “Duplicar Imagens”.
Entre 1993 e 1996, Lenora de Barros assinou uma coluna experimental, publicada aos sábados, no Jornal da Tarde, em São Paulo, sob o título de “… umas”. Nesse espaço nasceram obras e ideias que se transformariam em vídeos e foto-performances autônomos ao longo dos anos seguintes. Depois de mostrar 13 dessas colunas numa vitrine, na 11ª Bienal de Lyon, na França, em 2011, a artista decidiu agora emoldurar e expor um conjunto maior, extraído de seu arquivo pessoal.
Nas colunas, Lenora, entre outros experimentos, dialogou com trabalhos de diversos artistas. Posteriormente, fez um recorte dessas “conversas” envolvendo temas femininos ou obras de artistas como Lygia Clark, Yoko Ono, Cindy Sherman, Annette Messager e Méret Oppenheim. Essa seleção deu origem a um livro, intitulado “Jogo de Damas – Crítica de Arte – Livro Primeiro”. A publicação, ainda inédita, foi o ponto de partida para os dois vídeos exibidos, com direção de David Pacheco.
Em “Jogo de Damas”, o livro homônimo serve de roteiro de leitura para performances vocais realizadas por Lenora e foi concebido em formato de tríptico para projeção simultânea . “Em si as mesmas”, por sua vez, tem seu título pinçado de uma coluna na qual Lenora comenta uma fotografia de 1925, de autor desconhecido, de duas irmãs siamesas, as irmãs Hilton. Foi produzido para dupla projeção, em duas paredes opostas. Nele, Lenora joga damas consigo própria. Em uma tela, ela move as pedras brancas e na outra, as pretas, numa espécie de “jogo infinito, sem ganhador nem perdedor”, nas palavras da artista.
Lenora filmou os vídeos novos no espaço do Pivô e a exposição, que tem curadoria de Glória Ferreira e foi apresentada antes no Centro Cultural Laura Alvim no Rio de Janeiro, agora é apresentada no mesmo espaço em que foi produzida.
A exposição “Umas e Outras” de Lenora de Barros é realizada em parceria com a Galeria Millan.

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